18 abril, 2010

Teatro de Intervenção? *



Iná Camargo Costa**


Já não é, se é que algum dia foi, uma evidência que o fato de fazermos teatro de grupo assegura o nosso direito à existência. Usando os mais diversos mecanismos de negociação com a sociedade, tanto a organizada quanto a desorganizada, hoje lutamos simplesmente pelo direito à existência como artistas, o que por sua vez também não é evidente. Em outra formulação: não é evidente que temos o direito de ser artistas. Pelo contrário, tal como se organiza hoje, a sociedade como um todo não nos reconhece como tais. Artistas são os que fazem, nesta ordem, TV, cinema, shows e espetáculos teatrais apoiados por leis de incentivo e pela mídia.
Depois de me aposentar, eu comecei a fazer uma brincadeira com os amigos que me telefonam reclamando que eu sumi. Respondo que é verdade, porque entrei para o submundo do teatro. Acontece que essa brincadeira é séria porque o teatro que nós fazemos vive numa espécie de clandestinidade. Isto equivale dizer que a sociedade não está interessada em nós; nós não somos nem sequer uma ameaça para essa sociedade.
É preciso tirar conseqüências dessa realidade, começando por responder a perguntas básicas, tais como: Queremos ser artistas para quê? E no “para quê” mora o perigo. Porque quando a gente fala para, está pressupondo uma estratégia. A pergunta é: nós temos uma estratégia?
O tema que me foi proposto é intervenção. Intervenção é sempre uma tática e tática pressupõe estratégia. Se nós não tivermos uma estratégia, qualquer intervenção nossa pode ser apropriada ou esvaziada pelos beneficiários do atual estado de coisas. Para ficar num exemplo bem próximo, a intervenção dos Narradores aqui na CadoPo pode ser transformada num recurso do tipo ponta de lança. E estou usando terminologia bélica de propósito. Ponta de lança numa estratégia de “gentrification” que está em andamento aqui na região da Luz. O trabalho de vocês pode transformar a CadoPo num ponto “cult”, e vocês, nesta miséria em que estão e estão trabalhando, podem contribuir para a valorização dos terrenos do entorno.
Um contra-exemplo. A adesão do setor de cultura do MST ao projeto dos pontos de cultura do Ministério da Cultura não corre esse risco porque pressupõe uma estratégia. Eles aderem numa tática decidida entre eles. E, ao aderir aos pontos de cultura, sabem que estão produzindo diversos tipos de material, inclusive em eventos como o Teia, que aconteceu lá no Ibirapuera, que serão, já foram e estão sendo apropriados até mesmo para fins de propaganda eleitoral. Mas esse tipo de apropriação que o governo pode fazer das coisas em que eles estão trabalhando não produz nenhum tipo de “contravapor” sobre o que eles estão fazendo justamente porque os pontos de cultura para o MST correspondem a uma atividade entre muitas, que têm por trás uma estratégia.
Então este é o primeiro problema que eu queria expor a propósito do tema intervenção. É evidente que se temos ou não uma estratégia é uma questão que precisa ser debatida. Eu pessoalmente, dentro da minha participação, não consigo atinar com ela, se é que ela existe. Isto é uma coisa que me interessa. Se nós não temos, precisamos forjar. Se possível, coletivamente. Então eu quero, a partir daí, enumerar algumas idéias a respeito do que nós somos e dos riscos que nós corremos hoje, na luta pelo nosso direito à existência.
Não preciso entrar em detalhes, mas eu trouxe só para vocês verem que tem até em livro o manifesto contra o trabalho. Eu acho que nós ainda não lemos e não tiramos as devidas conseqüências deste manifesto. Porque nele estão alguns dos elementos para a gente se identificar. E eu me refiro a uma identificação de tipo sociológica. Porque eu considero, já disse isso, está no texto do Sarrafo da retomada, que nós somos parte da população supérflua. E como parte desta população supérflua, nós, que fazemos teatro, sobrevivemos nadando cachorrinho. Quem nada cachorrinho não tem rumo, fica nadando só para não se afogar em meio aos excluídos em pleno apartheid social.
Nós precisamos tirar conseqüências sociológicas e políticas deste fato. A principal delas, e esta é também uma provocação: como parte do “lupensinato”, que é o nome tradicional em linguagem política para gente como nós, nós temos sérias deficiências políticas. Uso deficiência para não falar em inexperiência. Em meio à inexperiência política e às deficiências que são inclusive de informação, a nossa tendência é cair sem maiores vacilos na mais aberta reação social e ideológica. Um exemplo de reação que às vezes ocorre até inadvertidamente, em que ou a gente não encobre ou abre caminho para ela. Nós alegamos à sociedade, através do Estado, que nós fazemos pesquisa estética. Isto pode funcionar como álibi para os mais graves tipos de estelionato social. Eu estou falando de 171 mesmo. Sem aviso prévio, sem discussão que esclareça, nós estamos nos equiparando aos cientistas e, portanto, estamos dando como certo que somos qualificados para uma pesquisa e isso também não está demonstrado. E no entanto, em nome de uma coisa que não está demonstrada, não é geral, não é garantia, não é fato que todos os grupos fazem pesquisa estética, em nome disso nós pedimos dinheiro ao Estado para pesquisar. E como, ao mesmo tempo, a nossa pesquisa resulta em arte, nós já abrimos a porteira para o 171, porque a pesquisa pode ser qualquer coisa. E nós ainda não nos detivemos sobre essa discussão. Dá para perceber o horizonte do estelionato social? Nós pedimos dinheiro ao Estado para fazer uma pesquisa que está muito longe de ser justificada nos seus próprios termos. Essa discussão é uma das que precisam ser feitas.
No dia que eu vim aqui, dia 2 de maio, ela foi levantada em diferentes intervenções, mas só foi levantada. Eu tenho a impressão de que o resultado da última Lei de Fomento já mostrou para nós como é possível, por essa porteira, praticar estelionato social. Pois bem: a Lei de Fomento corresponde a muitos capítulos das providências que nós tomamos sem dispor de uma estratégia, ou se há uma estratégia, como ela não está esclarecida, nós ainda não sabemos para onde vamos. Nós só estamos nadando cachorrinho.
Três providências já foram tomadas a partir do momento em que este estado de coisas foi mais ou menos diagnosticado. A primeira, da qual eu não preciso falar, foi o lançamento do Movimento Arte contra Barbárie. O movimento Arte contra Barbárie é um instrumento ainda, um instrumento válido, nós devemos usá-lo, mas acredito que ele próprio precisa ser discutido e redefinido. Mas os dois pontos a partir dos quais ele se apresentou continuam na ordem do dia para nós. Quais eram as “estratégias”, os alvos imediatos do Arte contra Barbárie quando de seu lançamento? Um primeiro, decorrente da postura defensiva dos supérfluos, era a luta contra as leis de incentivo fiscal e a proposição, naquele momento ainda vaga, de políticas públicas para a arte e para cultura. Depois volto a este ponto. E o segundo era formulado assim: “disputa pelo pensamento sobre arte”. Igualmente defensivo. Tratava-se naquele momento de desfraldar uma bandeira que, ela própria, está longe de ter sido esgotada. Porque continua valendo, continua hegemônico o pensamento vinculado ao mercado e aos interesses da indústria cultural, portanto da arte. Nós não demos um único passo, nem ao mesmo nas nossas fileiras, para aprofundar todas as conseqüências que a disputa pelo pensamento sobre arte implica. Mas, de qualquer maneira, eu acho que essas duas bandeiras, digamos assim, justificavam e continuam justificando o movimento Arte contra Barbárie.
Uma primeira vitória do Arte contra Barbárie corresponde à segunda providência que já foi tomada. Foi justamente a Lei de Fomento, uma lei que ela própria, vou voltar também a este ponto, mas ela própria corresponde a conseguir por caminhos nem sempre muito claros uma mínima segurança do nosso direito à existência. Agora, as contradições da Lei de Fomento começam a se multiplicar e até agora nós não fizemos todas as discussões relativas a ela.
E a terceira providência do Arte contra Barbárie, foi a criação do jornal O Sarrafo, que é um organismo de intervenção, ele próprio, uma intervenção que prioritariamente visa os próprios integrantes do Arte contra Barbárie, mas que até agora não conseguiu nem ao menos ser um instrumento de organização do debate. Então, o próprio jornal O Sarrafo ainda engatinha e ainda nada cachorrinho. Estou falando como pessoa diretamente interessada e envolvida, aliás com os três momentos da luta. Não estou me excluindo, de maneira nenhuma, dos problemas que estou enlencando, eu faço parte deles. E até agora o único horizonte que o Arte contra Barbárie conseguiu formular e que foi nacionalmente acolhido é justamente o desdobramento do projeto de Lei de Fomento Municipal que na atual circunstância se desdobra na luta pelo Prêmio Nacional de Teatro e pela regulamentação do Fundo Nacional de Cultura que seria a principal fonte do financiamento do Prêmio Nacional de Teatro. Estamos nesse ponto agora. A reunião de 4ª feira (3 de maio) serviu para encerrar a discussão nacional, no sentido de formular um texto que contemple o debate que aconteceu nacionalmente, de dezembro até agora. É este o estágio em que estamos. Este estágio, como vocês podem perceber, corresponde a uma continuidade de um passo que foi a Lei de Fomento, que vai fazer cinco anos. Nós estamos avançando sem ao menos dispormos de maneira tranqüila de um balanço radical do que é a nossa experiência com a Lei de Fomento.
O que estou falando em relação à Lei de Fomento e ao Prêmio pode ser resumindo no seguinte, na tentativa de dar mais um passo em relação ao que eu acabei de falar. Sem dispor ainda de uma estratégia definida, nós estamos apenas e com toda a legitimidade, disputando o fundo público. Se vocês quiserem, depois dá para retomar, mas fundo público nos termos em que o Chico de Oliveira já explicou nos seus livros. Agora, legitimidade aqui é conferida pelo discurso hegemônico, o discurso neoliberal e social democrata. Na intervenção do dia 2 o Moreira adiantou um pouquinho a consciência desse limite. Não sei se vocês estavam todos, vocês devem se lembrar: nós fingimos que acreditamos no discurso sobre o que é esse Estado. Nós sabemos que não é isso e foi fingindo acreditar nele que propusemos a Lei de Fomento e estamos propondo o Prêmio Nacional de Teatro.
Acontece que, para além do que já foi dito, os limites de uma estratégia como esta podem ser identificados pelos dois capítulos do Manifesto contra o Trabalho que se chamam respectivamente: A sociedade neoliberal do apartheid e O apartheid do neo-Estado social. Isso quer dizer o seguinte: ainda nem esboçamos a perspectiva de sair de uma luta que não apenas é defensiva como ainda nos defendemos com as armas da luta de todos contra todos. Relativamente organizados, estamos apenas reinvidicando a nossa parte. Este é o limite da Lei de Fomento, do Prêmio de Teatro e do Fundo Nacional de Cultura. Nós estamos lutando com os instrumentos da sociedade liberal e os instrumentos da social democracia. Essa luta tem fôlego curto, ela não tem futuro. E eu não estou nem falando mais no risco do primeiro exemplo, porque isso já começou a acontecer, isto é, os artistas cujo direito à existência a sociedade reconhece, já invadiram a nossa praia. Para mim, o melhor exemplo é a Fernanda Montenegro disputar o Prêmio Miriam Muniz. Esta estratégia, repito, é limitada pelos termos da democracia liberal, ou pelas táticas da social democracia que têm esse vício de origem.
Agora, feita essa primeira passagem com a minha moto-niveladora… Eu não vim aqui para cultivar ilusão, gente, vocês sabem que não é do meu feitio. Vou então passar para a parte propositiva da intervenção, porque isto é uma intervenção, com todos os meus limites, a saber: sou uma sobrevivente dos tempos em que havia luta política, em que havia partidos de esquerda, esses tempos… Eu mesma me considero uma dinossaura. Quando nada, porque eu já tenho 54 anos, então… (risadas). Do meu sítio arqueológico, estou um pouco falando sob o efeito do seminário que teve em Araraquara na semana passada ao qual eu compareci como objeto de pesquisa. O seminário era sobre política e cultura dos anos 70. Além de dar um depoimento de geração, porque eu fiz política e cultura nos anos 70, ainda tinha que lutar contra um adversário que, entre outras coisas, achava que a política tinha se esgotado nos anos 50, que depois da ditadura não teve mais política no país, e que a cultura progressista já tinha acabado depois da semana do dia 22. Claro que estou fazendo caricatura, mas em parte aquela intervenção tinha a intenção política de esvaziar as coisas que nós fizemos. Vocês podem imaginar os estados de fúria em que eu entrei seguidamente ao longo da semana. Ainda estou sob o efeito dessa batalha campal. Mas as batalhas campais da universidade são sempre… Mas enfim, estou falando já na qualidade de objeto de pesquisa, uma voz que se ergue daquelas tumbas dos anos 70.
Para mim, a estratégia é muito simplesmente destruir o sistema capitalista e construir uma sociedade socialista. E se não for isto, estou fora, é tão simples assim. Tendo em vista esta estratégia, é em nome dela que eu vou falar e é em nome desta estratégia que eu acho que dá para falar de aspectos em relação aos quais a gente tem que pensar em formas de luta enquanto produtores teatrais. Produtores teatrais que reivindicam um direito à existência que está muito longe de ser reconhecido pela sociedade, tal como ela está instalada entre nós.
Primeira providência, dada a estratégia: estudar e enfrentar o sistema capitalista tal como ele aparece no nosso campo trabalho. Estou falando obviamente da indústria cultural, a começar por sua manifestação física, como obstáculo para nós. A manifestação física da indústria cultural como obstáculo é o show business que hoje mais do que nunca é internacional. Aliás, eu estou falando isso também sob o efeito da matéria sobre as filas que se formaram para comprar ingressos para o Cirque du Soleil. A indústria cultural é um obstáculo para nós inclusive no sentido físico; não estou nem falando daquela parte que eu já disse, porque a sociedade reconhece como artistas esses…
Pois bem, entre outras possíveis providências, para enfrentar a indústria cultural, nós conhecemos pelo menos três modalidades de luta. A primeira é o combate propriamente, enfrentar mesmo. Esse enfrentamento pode se dar numa modalidade que nunca vingou muito aqui no Brasil, mas é uma coisa que nós precisamos ver como fazer. A inspiração é anarquista, e consiste em desmoralizar a indústria cultural. Com que armas? Nós precisamos desenvolver estratégias de desmoralização da indústria cultural e naturalmente disputar com ela e nela. Isso significa encarar os trabalhadores do show business como nossos semelhantes. O que equivale a abandonar a aristocrática tática de desprezá-los porque eles estão vendidos para a indústria cultural. Esta é uma tática aristocrática. Nós somos melhores do que eles porque eles estão vendidos. E a nossa aristocracia resulta em irrelevância social. Em relação à industria cultural nós precisamos descobrir quais os meios e partir para o ataque. Se bem que eu acho que, antes do ataque, é preciso reconhecer que ela existe, o que eu não vejo nenhum de nós fazendo.
O segundo passo, depois de reconhecida a indústria cultural como obstáculo, e o show business na forma do espetáculo, é enfrentar a mídia propriamente dita. Eu estou falando da imprensa e da televisão principalmente. Se vocês lembram qual é a estratégia, se a estratégia for essa, nós temos que encarar a disputa pelos meios de produção cultural. Além disso, é uma coisa que em parte nós estamos fazendo mas, como eu já disse, estamos fazendo pelos métodos da política neoliberal ou social democrata, nós temos que enfrentar o Estado na sua aliança com a indústria cultural, disputando inclusive com o show business internacional os espaços públicos que são exclusivos ele, do show business internacional. Aqui em São Paulo tem dois exemplos claros: o Teatro Municipal e a Sala São Paulo. Por que nenhum de nós se coloca o desafio, já que a questão é espaço alternativo, de fazer um espetáculo processional lá na sala São Paulo, por exemplo? É uma pergunta. Aqui tem mil coisas que precisam ser feitas, e uma delas é encarar as OSCIPs. Como, por exemplo, a que administra o Teatro Sérgio Cardoso. O equipamento do estado está entregue para uma ONG governamental. Não é o máximo? É uma organização não-governamental governamental. Chama-se OSCIP. A administração do teatro está na mão de uma OSCIP e acabou, ninguém discute, ninguém denuncia, ninguém vai à luta, em relação a isso. Isto significa que nós, que revindicamos que a sociedade reconheça nosso direito à existência, não nos animamos nem mesmo a reclamar da privatização dos espaços públicos onde se faz o que nós fazemos. E por último: eu não vi, desde que começou a administração Serra, nenhuma denúncia da tática usada por esta administração de deixar os teatros de bairro administrados pelas sub-prefeituras. Porque o resultado disso na minha região é uma temporada do Ari Toledo no Teatro Cacilda Becker. O que estamos fazendo em relação a isso?
Por fim, temos que encarar a luta ideológica começando pela superação da idéia liberal, isto é, burguesa de arte. Para isso, Brecht e Benjamin já nos deram régua e compasso. Para nós, que fazemos teatro de grupo, é relativamente fácil entender a primeira coisa. A arte é sempre trabalho coletivo. No entanto, até hoje nós não encaramos o passo adiante que essa experiência exige. Brecht disse mais ou menos o seguinte: uma economia planificada, que é a da ditadura de mercado, já se estabeleceu na arte, em todas as suas modalidades, desde o séc. XIX, sem que o conceito de arte tenha se libertado do valor que a ideologia dominante atribuía à personalidade, liberdade individual e superstições conexas. Há muito tempo é sabido que a arte é trabalho coletivo e nós ainda discutimos autoria, liberdade individual, essas coisas…
O conceito de teatro com o qual nós ainda trabalhamos é o conceito burguês de teatro. Benjamin disse, em outras palavras, o seguinte: não será cultivando a teologia da arte (é assim que ele chama a doutrina da arte pela arte) que artistas e intelectuais encontrarão respostas à pergunta por seu papel e o da arte na sociedade capitalista. Estas respostas serão encontradas na luta por um lugar na produção, o que equivale a dizer na luta pela libertação das forças produtivas, porque artistas e intelectuais desempregados ou supérfluos também configuram desperdício de forças produtivas. (Em parte, isso que eu estou dizendo está no texto que saiu publicado na revista do Oi Nóis Aqui Traveiz). Mas continuando: a libertação das forças produtivas, aprisionadas pela indústria cultural, depende da apropriação dos meios de produção pelos verdadeiros produtores, os artistas e os técnicos, pois os meios de produção, distribuição e exibição estão presos nas garras do capital. Melhor do que lamentar o rumo que as coisas da “cultura” tomaram, é entender como funciona a realidade e identificar no que já aconteceu quais as tendências conservadoras e quais as revolucionárias. Para isso, é preciso assumir-se como parte interessada num campo de forças opostas. A renúncia ao enfrentamento com a indústria cultural equivale à opção pela irrelevância social. Era isso que eu tinha a dizer para começar a conversa. A bola está com vocês.
* Intervenção realizada no Seminário Cenas de Intervenção, realizado em Maio de 2006.
** Iná Camargo Costa é professora aposentada da FFLCH/USP.

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